Segurança Cirúrgica: Nosso Protocolo de Avaliação e Prevenção de Riscos
A segurança do paciente é o critério que define o tamanho, o tipo e o momento de cada cirurgia que realizamos — não a estética, não a urgência do paciente, não a estética do resultado almejado. Antes de qualquer decisão cirúrgica, avaliamos um conjunto estruturado de fatores clínicos baseados em evidência científica para determinar o que é seguro para cada paciente individualmente.
Esta página descreve o protocolo de segurança aplicado a todos os procedimentos realizados em nossa prática — da avaliação inicial ao acompanhamento pós-operatório. Não é um conteúdo genérico: é a metodologia que de fato seguimos, com a base científica que a sustenta.
Avaliação individualizada de risco
Antes de definir a extensão de qualquer procedimento, avaliamos um conjunto de fatores que determinam o quanto o organismo do paciente pode tolerar com segurança:
- Idade biológica e cronológica — como referência clínica geral, pacientes com menos de 45 anos costumam tolerar bem cirurgias de maior porte; entre 45 e 60 anos, optamos por procedimentos de porte intermediário; acima de 60 anos, reduzimos a extensão da cirurgia para preservar a segurança. Essa é uma régua de orientação, não uma regra rígida — a idade biológica real do paciente pesa tanto ou mais que a idade cronológica.
- Comorbidades — diabetes, hipertensão e outras condições sistêmicas precisam estar compensadas antes de qualquer cirurgia eletiva.
- Tabagismo — fator com forte associação a complicações de ferida operatória; cessação é recomendada antes de qualquer cirurgia eletiva.
- Peso e composição corporal — avaliamos por bioimpedância corporal para uma análise mais profunda do que o IMC isolado, guiando o paciente para a melhor composição corporal possível antes da cirurgia.
- Histórico cirúrgico, alergias e doenças prévias — completam o planejamento anestésico-cirúrgico individualizado.
Escore de Caprini: avaliação do risco de trombose
Utilizamos o Escore de Caprini, validado especificamente para estratificar o risco de tromboembolismo venoso (TVP/TEP) em pacientes de cirurgia plástica. Entre pacientes com escore superior a 8, sem profilaxia medicamentosa, mais de 11% desenvolvem tromboembolismo venoso pós-operatório — e esse risco não se limita aos primeiros dias, podendo persistir além do período de internação.
Com base nesse escore, definimos individualmente: meias de compressão graduada, botas de compressão pneumática intermitente, mobilização precoce e, quando indicado, anticoagulação profilática.
Controle de hipotermia intraoperatória
A hipotermia perioperatória é uma complicação documentada da anestesia e cirurgia, associada a maior sangramento, maior necessidade de transfusão e até triplicação de eventos cardíacos adversos no pós-operatório. Em cirurgia plástica, esse risco é maior pela exposição de grandes áreas de superfície corporal. Por isso, monitoramos a temperatura continuamente e usamos dispositivos de aquecimento ativo durante toda a cirurgia.
Tecnologia e estrutura cirúrgica
- Tecnologia ultrassônica (VASER | LIPO SOUND 2) na lipoaspiração, reduzindo trauma vascular e sangramento intraoperatório
- Hospital plenamente equipado, com suporte de UTI e banco de sangue
- Anestesiologista dedicado, com monitorização contínua
- Equipe cirúrgica completa — dois a três cirurgiões plásticos em procedimentos de maior porte, reduzindo tempo cirúrgico e exposição anestésica
- Meias de compressão e botas de compressão pneumática intermitente (CPI) para prevenção de trombose
- Protocolos medicamentosos específicos para redução de sangramento intraoperatório e prevenção de trombose pós-operatória
Preparo pré-operatório
- Fisioterapia respiratória pré-operatória, com evidência específica em pacientes de abdominoplastia, reduzindo complicações pulmonares pós-operatórias
- Otimização nutricional, com avaliação de macro e micronutrientes relevantes à cicatrização
- Uso de cintas compressivas no pré-operatório, condicionando a parede abdominal antes da cirurgia
Acompanhamento pós-operatório
A segurança não termina na sala de cirurgia. Nosso modelo de acompanhamento inclui:
- Equipe multiprofissional — médico, enfermagem e fisioterapia atuando em conjunto no pós-operatório imediato
- Consultas de retorno programadas, em momentos-chave da recuperação
- Acesso direto a mim e à equipe pelo WhatsApp, 24 horas, para qualquer dúvida ou intercorrência
- Fisioterapia pós-operatória orientada, reduzindo complicações como seromas e aderências
Perguntas Frequentes
Quais são os riscos da cirurgia plástica? Como qualquer cirurgia, possui riscos inerentes ao ato cirúrgico e anestésico — sangramento, infecção, hematoma, trombose e complicações de cicatrização. A avaliação pré-operatória detalhada e a adoção de protocolos de segurança reduzem esses riscos a níveis baixos, mas não os eliminam por completo.
Existe uma idade limite para fazer cirurgia plástica? Não existe um limite rígido. Avaliamos a idade biológica em conjunto com a cronológica, ajustando o porte do procedimento conforme a condição de saúde real do paciente.
O que é o escore de Caprini? Uma ferramenta validada cientificamente para estimar o risco de trombose venosa profunda e embolia pulmonar após a cirurgia, usada para definir as medidas preventivas de cada paciente.
O acompanhamento termina quando o paciente sai do hospital? Não. Continua com consultas de retorno, fisioterapia orientada e acesso direto à equipe pelo WhatsApp para qualquer dúvida ou sinal de alerta durante toda a recuperação.
Dr. Marco Longo — CRM 122.172 — RQE 58.785
Cirurgião Plástico — PhD | USP
Especialista em Contorno Corporal de Alta Definição
Este conteúdo tem caráter educativo e não substitui a avaliação médica individualizada. Saiba mais sobre como aplicamos este protocolo em cada procedimento: [Abdominoplastia], [Lipoaspiração HD], [Mamoplastia]. Para uma análise científica mais detalhada com referências completas, veja também: [Riscos da Cirurgia Plástica: Como Avaliamos e Minimizamos Cada Etapa do Tratamento] (blog).





