Rinoplastia

Rinoplastia em São Paulo: Cirurgia do Nariz Estética e Funcional

rinoplastia Dr Marco Longo

Rinoplastia preservadora – resultado de 1 ano

A rinoplastia é a cirurgia plástica do nariz. Ela redefine a estética nasal — dorso, ponta, largura e proporção — e, quando há indicação, corrige também a parte funcional, melhorando a respiração. Quando a correção do septo é feita no mesmo tempo cirúrgico, o procedimento passa a se chamar rinosseptoplastia.

É, ao mesmo tempo, uma das cirurgias mais procuradas e uma das mais técnicas da cirurgia plástica: o nariz é a estrutura central do rosto, e milímetros mudam a expressão de uma face inteira. Por isso a rinoplastia é sempre individualizada — não existem duas rinoplastias iguais.

No consultório do Dr. Marco Longo — cirurgião plástico em São Paulo, CRM-SP 122.172, RQE 58.398, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), Doutor (PhD) pela USP, Especialista em Rinoplastia pela USP e preceptor do Grupo de Rinoplastia da USP há mais de 5 anos — cada cirurgia é planejada a partir da anatomia, dos traços e dos objetivos daquele paciente, unindo o resultado estético à função respiratória.

O que a rinoplastia corrige?

A rinoplastia pode atuar em três frentes, isoladas ou combinadas:

Correção estética

  • Reduzir ou aumentar o tamanho do nariz;
  • Remover a giba dorsal (o “calo” ou “ossinho” do dorso);
  • Afinar e redefinir a ponta nasal;
  • Ajustar a largura das asas nasais e a projeção da ponta;
  • Corrigir desvios e assimetrias visíveis do nariz.

Melhora funcional

  • Corrigir desvio de septo e melhorar a respiração;
  • Tratar alterações estruturais decorrentes de trauma ou de defeitos congênitos;
  • Tratar o colapso da válvula nasal, causa frequente de “nariz entupido” que não melhora com medicação.

Reconstrução nasal

  • Reparar deformidades causadas por acidentes, cirurgias prévias ou condições médicas.

Rinoplastia ou rinosseptoplastia: qual é a diferença?

A diferença está no septo.

O que é feitoQuando é indicada
RinoplastiaRemodelação estética do nariz — dorso, ponta, ossos e cartilagensQuando o objetivo é estético e a respiração está preservada
RinosseptoplastiaA mesma remodelação estética + correção do septo nasalQuando existe desvio de septo, obstrução nasal ou dificuldade respiratória associada

Na prática, a rinosseptoplastia é muito utilizada, porque a queixa estética e a queixa respiratória costumam aparecer juntas no mesmo paciente. A avaliação da respiração faz parte da consulta de rinoplastia — não é um tema à parte. Além disso, quando se coleta septo para estruturar o nariz, e septo é corrigido.

Uma revisão sistemática com metanálise publicada no Laryngoscope, reunindo estudos sobre septoplastia em pacientes com obstrução nasal, documentou melhora significativa e sustentada dos escores validados de obstrução no pós-operatório (Alessandri-Bonetti et al., 2023).

Quem tem indicação de rinoplastia?

A rinoplastia costuma ser indicada para quem apresenta:

  • Insatisfação com a forma do nariz — giba no dorso, ponta caída, bulbosa ou larga, nariz longo ou desproporcional ao rosto;
  • Desvio ou assimetria nasal, congênito ou pós-traumático;
  • Dificuldade respiratória por desvio de septo, colapso valvar ou alterações estruturais;
  • Desejo de harmonização facial — o nariz é o centro do rosto e sua proporção altera a leitura de toda a face;
  • Resultado insatisfatório de cirurgia anterior, que configura indicação de rinoplastia secundária ou terciária.

A indicação, a técnica e o grau de modificação nunca são definidos por foto ou por mensagem. Dependem do exame físico do nariz — pele, espessura, sustentação cartilaginosa, avaliação interna das vias aéreas — e da conversa sobre expectativas.

Rinoplastia preservadora ou estruturada: qual técnica é a melhor?

Essa é hoje a principal discussão técnica da rinoplastia moderna, e a resposta curta é: nenhuma das duas é superior em termos absolutos. A escolha depende da anatomia e das metas cirúrgicas de cada paciente — e, na maior parte dos casos, o melhor plano combina as duas na mesma cirurgia.

De onde viemos: a rinoplastia clássica

Historicamente, a rinoplastia clássica se baseava em ressecções mais extensas de cartilagem e do bloco osteocartilaginoso do dorso. O nariz era “reduzido” retirando estrutura.

O problema desse grau de ressecção apareceu no longo prazo: retirar suporte pode comprometer a dinâmica respiratória e a estabilidade estrutural do nariz com o passar dos anos. Um nariz que ficou bonito aos seis meses podia perder definição, desabar no terço médio ou obstruir a respiração anos depois.

Foi essa limitação que impulsionou as duas abordagens modernas.

Rinoplastia preservadora: o que é

A rinoplastia preservadora atua mantendo ao máximo a anatomia nativa do nariz e os tecidos moles da região — em vez de retirar o dorso, ela o reposiciona.

O que ela entrega:

  • Preservação de estruturas — evita remoções desnecessárias de cartilagens e tecidos com função;
  • Integridade funcional — mantém preservada a dinâmica respiratória, porque o teto nasal não é aberto;
  • Previsibilidade do dorso — reduz irregularidades e alterações cicatriciais indesejadas na linha do dorso nasal, justamente porque o dorso original é mantido.

Rinoplastia estruturada: o que é

A rinoplastia estruturada apoia-se no reforço da sustentação osteocartilaginosa do nariz. Ela não é a cirurgia clássica com outro nome: a diferença está em ressecar apenas o estritamente necessário e reconstruir o suporte com enxertos.

O que ela entrega:

  • Sustentação mecânica — utiliza enxertos de cartilagem para remodelar e ancorar as estruturas nasais;
  • Menor ressecção do que a técnica clássica, com reconstrução ativa do suporte;
  • Definição e durabilidade — permite moldar a ponta nasal com precisão e manter esse resultado estável ao longo do tempo.

Comparação direta

Rinoplastia preservadoraRinoplastia estruturada
PrincípioPreservar e reposicionar a anatomia nativaRessecar o mínimo e reconstruir o suporte com enxertos
Dorso nasalMantém a linha original, com menos irregularidadesRemodelado; exige reconstrução do teto médio
Ponta nasalModificações mais discretasControle preciso de projeção, rotação e definição
Uso de enxertosMenorCentral à técnica
Melhor indicaçãoDorsos com linha já favorável, modificações menoresPontas que exigem remodelação importante, narizes com pouca sustentação, casos secundários

A resposta na prática: a abordagem híbrida

Em muitos casos, o plano cirúrgico ideal combina as duas abordagens na mesma intervenção:

  • Dorso nasal → técnica preservadora, para manter a linha natural e a estabilidade do teto nasal;
  • Ponta nasal → técnica estruturada, para obter definição precisa com suporte que dura.

Essa combinação busca unir o acabamento natural do dorso ao suporte preciso da ponta, entregando um resultado harmônico e duradouro — e é o raciocínio que aplicamos na maior parte dos casos.

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PO de rinoplastia híbrida – preservadora no dorso nasal e estruturada na ponta.

Vídeo de referência: Rinoplastia — técnica preservadora vs. estruturada: qual é a melhor? — Dr. Marco Longo  

O que a evidência científica mostra sobre essa comparação

A literatura indexada dos últimos anos vem testando exatamente essa pergunta, com resultados consistentes entre si:

  • Uma revisão sistemática com metanálise publicada no Journal of Plastic, Reconstructive & Aesthetic Surgery (10 estudos, 1.339 pacientes) comparou preservação dorsal e redução dorsal: a preservação associou-se a menos irregularidades de dorso e maior satisfação estética precoce, com maior taxa de giba residual ou recorrente, e sem diferença nos desfechos funcionais padronizados nem na necessidade de revisão (Ribeiro et al., 2025).
  • Uma metanálise de desfechos relatados pelo paciente no Aesthetic Plastic Surgery (6 estudos, 753 pacientes) encontrou melhor satisfação estética com a preservação até os 6 meses, sem diferença significativa depois disso, e função nasal equivalente entre as técnicas em 1 ano de seguimento (Kim et al., 2025).
  • Uma revisão sistemática com metanálise de desfechos funcionais (22 estudos, 2.058 pacientes) concluiu que preservadora e estruturada produzem resultados funcionais comparáveis, ambas com melhora significativa dos escores validados (Chan et al., 2026).
  • Uma revisão sistemática no Frontiers in Surgery chegou à mesma leitura: segurança e função comparáveis, com possíveis vantagens estéticas da preservação em pacientes bem selecionados, e evidência ainda limitada por heterogeneidade de técnicas e seguimento curto (Barnawi et al., 2026).

Tradução para o paciente: as duas técnicas funcionam. A diferença não está em qual é “melhor”, e sim em qual é melhor para o seu nariz — e é exatamente isso que se define na consulta.

Rinoplastia aberta ou fechada: qual a diferença?

Essa é uma discussão diferente da anterior. “Aberta ou fechada” se refere à via de acesso — por onde o cirurgião chega às estruturas do nariz —, não ao princípio técnico.

Rinoplastia fechada (endonasal)

Todas as incisões ficam dentro das narinas, sem nenhum corte fora do nariz e sem cicatriz externa. É a via indicada para cirurgias e reparos menores, quando as modificações necessárias não exigem exposição ampla das estruturas.

Rinoplastia aberta

Envolve uma pequena incisão na columela (a base de tecido entre as narinas), que permite abrir e visualizar diretamente as cartilagens. É a via que permite melhorar mais a estética da ponta nasal, porque dá acesso direto e visão completa para o posicionamento de enxertos estruturantes e para a sutura precisa das cartilagens alares. A cicatriz da columela é pequena e, uma vez amadurecida, costuma ficar discreta.

Qual das duas é melhor?

Uma revisão sistemática com metanálise publicada no Plastic and Reconstructive Surgery — Global Open, com 20 estudos e 1.067 pacientes analisados, não encontrou diferença significativa entre as vias aberta e fechada em satisfação estética (ROE), obstrução nasal (NOSE), edema, equimose, tempo cirúrgico ou taxa de complicações. A conclusão dos autores é direta: a escolha deve ser individualizada conforme a necessidade do paciente e a experiência do cirurgião (Abi Zeid Daou et al., 2025).

Ou seja: a via de acesso não é o que define a qualidade do resultado. O que define é o planejamento e a execução técnica.

Como é feita a cirurgia, parte por parte

Dorso nasal: giba, raspagem e osteotomia

O tratamento do dorso depende do que precisa ser corrigido:

  • Raspagem dos ossos — quando a correção é apenas do relevo ósseo do dorso, sem necessidade de mobilizar a base;
  • Fratura nasal programada (osteotomia) — realizada a depender da indicação, quando é preciso estreitar a base óssea ou corrigir um desvio. Não é obrigatória em toda rinoplastia;
  • Técnica preservadora do dorso — quando a linha dorsal é favorável e pode ser rebaixada sem ser aberta.

Quando a osteotomia é necessária, a instrumentação moderna reduz o impacto do pós-operatório. Uma revisão sistemática com metanálise comparando osteotomia piezoelétrica com a osteotomia convencional encontrou menos edema e menos equimose periorbitária no pós-operatório com a técnica piezoelétrica (Tsikopoulos et al., 2020).

Ponta nasal: afinar sem comprometer a respiração

O tratamento estético da ponta — afinar, definir, ajustar projeção e rotação — é feito sempre pensando na funcionalidade. Uma ponta afinada apenas retirando cartilagem tende, com o tempo, a perder sustentação e a colapsar na inspiração.

Por isso são usados enxertos estruturantes, que dão à ponta a forma desejada e a mantêm firme: enxertos de sustentação da columela, enxertos de definição de ponta e enxertos de reforço das cartilagens alares, conforme o caso.

Septo e válvula nasal: a parte que ninguém vê

Quando há desvio de septo ou estreitamento da válvula nasal interna, a correção é feita no mesmo tempo cirúrgico. O reforço do terço médio com enxertos espalhadores (spreader grafts) ou com retalhos autoespalhadores é a manobra clássica para abrir a válvula interna e evitar o estreitamento após a redução do dorso.

Uma revisão sistemática com metanálise no Aesthetic Plastic Surgery reuniu 52 estudos e, na análise de 17 deles com escore NOSE, documentou melhora agrupada de cerca de 24 pontos na obstrução nasal, sem diferença entre enxerto espalhador e retalho autoespalhador (Buba et al., 2022).

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Caso de rinoplastia aberta para maior abordagem na ponta nasal. Preservadora no dorso com fratura nasal para baixar e afinar o dorso.

Rinoplastia primária, secundária e terciária

O que significaComplexidade
Rinoplastia primáriaO paciente nunca operou o narizPadrão
Rinoplastia secundáriaJá houve uma rinoplastia préviaMais complexa
Rinoplastia terciáriaJá houve duas ou mais cirurgias préviasSignificativamente mais complexa

Casos secundários e terciários exigem mais tempo cirúrgico e, quase sempre, uso de enxertos para refazer a estrutura que foi retirada ou que perdeu suporte. As fontes de cartilagem são:

  • Septo nasal — primeira escolha quando ainda há cartilagem septal disponível;
  • Cartilagem de orelha (concha auricular) — útil para enxertos curvos e de menor demanda estrutural;
  • Cartilagem costal (costela) — indicada quando é necessária grande quantidade de cartilagem ou sustentação rígida, típica dos casos secundários e terciários e das reconstruções.

Uma metanálise publicada no BMC Surgery, reunindo 6 estudos e 888 pacientes submetidos a rinoplastia com enxerto costal, encontrou taxa agrupada de complicações de 7% a 8% — predominantemente menores, como infecção, encurvamento (warping) e deslocamento do enxerto — com satisfação agrupada de cerca de 92% (Wang et al., 2025).

Ficha técnica da cirurgia

ItemInformação
AnestesiaAnestesia geral, por oferecer maior conforto e segurança
Duração3 a 5 horas (maior nos casos secundários e terciários)
Via de acessoAberta ou fechada, definida no planejamento
Princípio técnicoPreservador, estruturado ou híbrido — conforme a anatomia
OsteotomiaRealizada apenas quando indicada
EnxertosSepto, concha auricular ou cartilagem costal, conforme a necessidade
InternaçãoConforme avaliação individual
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Caso de rinoplastia aberta híbrida

Como é a recuperação da rinoplastia?

Primeiros dias

  • Inchaço e hematomas ao redor do nariz e dos olhos são esperados e começam a regredir após 7 a 10 dias;
  • A remoção dos pontos e dos curativos ocorre habitualmente entre 7 e 14 dias.

Primeiro mês

  • Evitar atividades físicas intensas por cerca de 30 dias;
  • Proteger o nariz de impactos e de exposição solar direta durante os primeiros meses.

Resultado ao longo do tempo

  • O formato novo já é perceptível assim que o edema inicial cede;
  • O resultado definitivo pode levar até 12 meses para se consolidar — a ponta nasal é a região que desincha por último.

Nenhuma rinoplastia é igual a outra

Uma correção suave e harmônica é o que faz uma rinoplastia parecer natural. O objetivo não é entregar um “nariz padrão”, e sim o nariz que combina com aquele rosto: cada pessoa, dependendo dos seus traços, da espessura da pele, da altura do dorso, da projeção do queixo e da proporção da face, tem uma rinoplastia planejada especificamente para o seu caso.

Bem executada, a rinoplastia traz leveza, harmonia, jovialidade e beleza ao rosto — sem que quem olha consiga dizer exatamente o que mudou.

Nota importante: nenhum resultado em cirurgia plástica pode ser garantido. A evolução depende da anatomia nasal, da espessura e qualidade da pele, do padrão individual de cicatrização, de cirurgias prévias e da adesão às orientações do pós-operatório.

 Casos de rinoplastia

Sobre as imagens desta seção As imagens têm finalidade educativa e ilustram indicações da rinoplastia. Os resultados apresentados são individuais e não representam garantia de resultado: a evolução de cada paciente depende da anatomia nasal, da espessura e da qualidade da pele, do grau de sustentação das cartilagens, do padrão individual de cicatrização, da existência de cirurgias prévias, do tabagismo, de comorbidades e da adesão às orientações do pós-operatório. Complicações são possíveis em qualquer cirurgia, incluindo assimetrias, irregularidades de dorso, giba residual ou recorrente, alterações de sensibilidade, alterações respiratórias e necessidade de procedimento complementar. As imagens não foram editadas e os pacientes não são identificáveis. Todas as fotografias são de pacientes operados pelo Dr. Marco Longo, cirurgião plástico, CRM-SP 122.172 · RQE 58.398.

Casos de rinoplastia nos destaques do Instagram do Dr. Marco Longo

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Segurança em primeiro lugar

Antes de qualquer cirurgia, avaliamos individualmente fatores como idade biológica, comorbidades, risco de trombose, condição nutricional e exames laboratoriais pré-operatórios. O protocolo inclui painel laboratorial completo, estratificação de risco tromboembólico, otimização pré-operatória e escolha do ambiente hospitalar adequado ao porte do procedimento.

Leia mais em Segurança Cirúrgica e em Riscos da cirurgia plástica: o que você precisa saber.

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A rinoplastia é uma cirurgia individualizada: a via de acesso, o princípio técnico, o tratamento do dorso e da ponta e a necessidade de enxertos são definidos a partir do exame físico e dos objetivos de cada paciente.

Dr. Marco Longo — Cirurgião Plástico CRM-SP 122.172 · RQE 58.398 Especialista em Rinoplastia pela USP · Preceptor do Grupo de Rinoplastia da USP por mais de 5 anos. Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) Doutor (PhD) pela Universidade de São Paulo (USP) Fellowships: NYU e Memorial Sloan-Kettering Cancer Center (Nova York) Revisor do periódico Aesthetic Plastic Surgery 15 anos de experiência em cirurgia plástica

Alameda Min. Rocha Azevedo, 38 — CJ 1104 — Cerqueira César — Ciragan Office — São Paulo/SP WhatsApp: (11) 99892-5150 dr.marco.longo@gmail.com

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Perguntas frequentes sobre rinoplastia

Qual a diferença entre rinoplastia e rinosseptoplastia?

A rinoplastia trata a estética do nariz. A rinosseptoplastia faz a mesma remodelação estética e corrige o septo nasal, melhorando a respiração. Como queixa estética e queixa respiratória costumam andar juntas, a rinosseptoplastia é muito frequente na prática.

Quanto tempo dura a cirurgia de rinoplastia?

De 3 a 5 horas, realizada sob anestesia geral. Rinoplastias secundárias e terciárias tendem a durar mais, porque exigem reconstrução com enxertos.

Rinoplastia é feita com anestesia geral?

Sim. Utilizamos anestesia geral por oferecer maior conforto ao paciente e maior segurança, com via aérea protegida durante todo o procedimento.

Rinoplastia preservadora ou estruturada: qual é a melhor?

Não existe uma melhor em termos absolutos. A preservadora mantém a anatomia nativa e entrega um dorso com menos irregularidades; a estruturada reconstrói o suporte com enxertos e entrega definição precisa e durável na ponta. Na maioria dos casos o melhor plano é híbrido: dorso preservador e ponta estruturada. As revisões sistemáticas recentes mostram resultados funcionais equivalentes entre as duas.

Rinoplastia aberta ou fechada: qual escolher?

A fechada não tem nenhum corte fora do nariz e é indicada para cirurgias e reparos menores. A aberta usa uma pequena incisão na columela e permite trabalhar melhor a estética da ponta nasal. A metanálise disponível não mostra diferença de satisfação, de função respiratória nem de complicações entre as duas vias — a escolha é do planejamento de cada caso.

Rinoplastia deixa cicatriz?

Na técnica fechada, não há cicatriz externa: todas as incisões ficam dentro das narinas. Na técnica aberta, há uma pequena cicatriz na columela, entre as narinas, que costuma ficar discreta após o amadurecimento.

É sempre necessário quebrar o osso do nariz?

Não. A fratura programada dos ossos nasais (osteotomia) é feita apenas quando há indicação — por exemplo, para estreitar a base óssea ou corrigir um desvio. Em muitos casos, o tratamento do dorso se resolve apenas com raspagem óssea ou com técnica preservadora.

Quando o nariz desincha?

O inchaço e os hematomas começam a regredir após 7 a 10 dias, e é nesse período que o formato novo passa a aparecer. O edema residual, sobretudo da ponta nasal, reduz de forma progressiva ao longo dos meses seguintes.

Quando vejo o resultado final da rinoplastia?

O resultado definitivo pode levar até 12 meses para se consolidar. A ponta é a última região a estabilizar, especialmente em peles mais espessas.

Quando posso voltar a treinar depois da rinoplastia?

Atividades físicas intensas devem ser evitadas por cerca de 30 dias. O nariz também precisa ser protegido de impactos e de exposição solar direta nos primeiros meses. A liberação é progressiva e definida nos retornos.

A rinoplastia melhora a respiração?

Pode melhorar, quando há indicação funcional. Se existe desvio de septo, colapso da válvula nasal ou alteração estrutural das vias aéreas, essas correções são feitas no mesmo tempo cirúrgico. Em pacientes com respiração normal, o objetivo é preservar a função — por isso o planejamento da ponta usa enxertos estruturantes, e não apenas retirada de cartilagem.

O que é rinoplastia secundária?

É a rinoplastia realizada em um nariz já operado anteriormente. Quando há duas ou mais cirurgias prévias, fala-se em rinoplastia terciária. São casos mais complexos, que exigem mais tempo cirúrgico e, em geral, enxertos para reconstruir a estrutura perdida.

De onde vem a cartilagem usada nos enxertos?

De três fontes, conforme a necessidade do caso: septo nasal (primeira escolha, quando disponível), cartilagem de orelha (concha auricular) e cartilagem costal (costela), esta última indicada quando é necessária maior quantidade de cartilagem ou sustentação mais rígida — situação típica dos casos secundários e terciários.

A rinoplastia muda muito o rosto?

Muda a harmonia do rosto, que é diferente de mudar a identidade. O planejamento parte dos traços de cada pessoa: a mesma giba, em dois rostos diferentes, pede correções diferentes. O objetivo é um nariz que pareça sempre ter sido daquele rosto.

Existe idade mínima para fazer rinoplastia?

A cirurgia estética do nariz só é considerada após a conclusão do crescimento facial, que ocorre em idades diferentes entre homens e mulheres. A avaliação é individual e considera maturidade esquelética, indicação funcional e maturidade emocional para o procedimento.

Posso usar óculos depois da rinoplastia?

O apoio dos óculos sobre o dorso nasal precisa ser evitado durante o período de consolidação, especialmente quando houve osteotomia. As alternativas (fixação adaptada, lentes de contato) e o prazo exato são orientados caso a caso no pós-operatório.

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Conteúdo com finalidade informativa e educativa, em conformidade com a Resolução CFM nº 2.336/2023. Não substitui a consulta médica presencial. Resultados variam de acordo com as características individuais de cada paciente e não podem ser garantidos.

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