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Sutiã Interno com GalaFlex: o que é, como funciona e quando é indicado na cirurgia de mama

A tela absorvível GalaFlex® representa um dos avanços mais relevantes da cirurgia plástica mamária dos últimos anos. Ela atua como um suporte interno para as mamas, prolongando a durabilidade de mamoplastias redutoras e mastopexias — e já é amplamente utilizada nos Estados Unidos há mais de uma década.

 

O que é a GalaFlex®?

A GalaFlex é uma tela cirúrgica totalmente absorvível pelo organismo, fabricada a partir de um material chamado poli-4-hidroxibutirato (P4HP). Diferente de telas sintéticas permanentes, ela é gradualmente substituída pelo próprio tecido do corpo — sem deixar corpo estranho na região operada.

Na prática, a GalaFlex funciona como um sutiã interno: posicionada na porção inferior da mama durante a cirurgia, ela oferece sustentação estrutural aos tecidos enquanto o organismo a reabsorve e constrói, em seu lugar, um tecido cicatricial próprio — rico em colágeno e até três a quatro vezes mais resistente do que o tecido mamário original.

 

Assista ao vídeo para saber tudo sobre GALAFLEX:

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Como funciona a tela GalaFlex® no organismo?

Após ser implantada, a tela de P4HP funciona como um suporte biológico. Ela sustenta os tecidos nos primeiros meses após a cirurgia — justamente o período em que o resultado ainda está se consolidando — e vai sendo absorvida de forma lenta e previsível por um processo chamado hidrólise e ela é totalmente absorvida em 18-24 meses.

Durante esse processo, o organismo não apenas elimina a tela: ele constrói um novo tecido conjuntivo no mesmo espaço, rico em colágeno de qualidade. Esse colágeno endógeno (produzido pelo próprio corpo) é significativamente mais resistente do que o tecido original da mama, garantindo uma sustentação duradoura mesmo após a reabsorção completa da tela.

 

Resumindo o processo em etapas:

  1. A tela GalaFlex é posicionada na mama durante a cirurgia
  2. Nos primeiros meses, ela oferece suporte mecânico aos tecidos
  3. O corpo começa a incorporar e substituir a tela por colágeno próprio
  4. Ao final do processo, resta um tecido cicatricial mais resistente — sem material estranho no organismo

 

 

Quando o sutiã interno com GalaFlex é indicado?

1. Mamoplastia redutora e mastopexia (cirurgia de levantamento de mama)

A GalaFlex é especialmente indicada para pacientes com pele mais fina, muito complacente ou com presença de estrias — características que indicam menor capacidade de sustentação natural dos tecidos. Nesses casos, a tela reforça a porção inferior da mama, onde o peso tende a causar ptose (queda) com o passar do tempo.

GalaFlex pode ser usada em todas as cirurgias mamárias para aumentar o suporte ao peso das mamas.

O resultado é uma mama mais firme, com colo mais sustentado e projeção preservada por muito mais tempo do que nas técnicas convencionais.

2. Cirurgias mamárias secundárias (reoperações)

Pacientes que já realizaram cirurgia de mama no passado e apresentam perda de suporte, descida da cicatriz ou escassez de tecido de qualidade são candidatas ideais ao uso da GalaFlex em uma nova intervenção.

Nesses casos, a tela costuma ser associada à inclusão ou troca de próteses de silicone. Ela reforça a loja do implante, evita o adelgaçamento dos tecidos ao redor da prótese e previne a ptose precoce — um dos principais problemas em reoperações mamárias.

 

 

Quando o sutiã interno com GalaFlex é indicado?

1. Mamoplastia redutora e mastopexia (cirurgia de levantamento de mama)

A GalaFlex é especialmente indicada para pacientes com pele mais fina, muito complacente ou com presença de estrias — características que indicam menor capacidade de sustentação natural dos tecidos. Nesses casos, a tela reforça a porção inferior da mama, onde o peso tende a causar ptose (queda) com o passar do tempo.

O resultado é uma mama mais firme, com colo mais sustentado e projeção preservada por muito mais tempo do que nas técnicas convencionais.

2. Cirurgias mamárias secundárias (reoperações)

Pacientes que já realizaram cirurgia de mama no passado e apresentam perda de suporte, descida da cicatriz ou escassez de tecido de qualidade são candidatas ideais ao uso da GalaFlex em uma nova intervenção.

Nesses casos, a tela costuma ser associada à inclusão ou troca de próteses de silicone. Ela reforça a loja do implante, evita o adelgaçamento dos tecidos ao redor da prótese e previne a ptose precoce — um dos principais problemas em reoperações mamárias.

 

GalaFlex é segura? Qual o histórico dessa tecnologia?

Sim. Apesar de ser uma novidade no mercado brasileiro, a GalaFlex não é uma tecnologia experimental. Nos Estados Unidos, ela já é amplamente utilizada em cirurgias de contorno mamário há mais de 10 anos.

A literatura científica internacional acumula uma década de dados clínicos que demonstram:

  • Altas taxas de segurança em diferentes perfis de pacientes
  • Baixíssimas taxas de complicação pós-operatória
  • Previsibilidade de resultado a longo prazo, com manutenção do formato e da sustentação mamária

Quais os benefícios do sutiã interno com GalaFlex em comparação às técnicas tradicionais?

 

Técnica convencionalCom GalaFlex
Sustentação da mama a longo prazoDepende da qualidade do tecido da pacienteReforçada pelo colágeno estimulado pela tela
Indicação em peles finas ou com estriasResultado menos previsívelIndicação precisa com resultado mais duradouro
Reoperações mamáriasTecnicamente mais desafiadorMaior segurança com reforço da loja do implante
Material permanente no corpoNão se aplicaNão — a tela é 100% reabsorvida

Perguntas frequentes sobre a GalaFlex

A tela GalaFlex fica permanente no corpo?

Não. A GalaFlex é totalmente reabsorvida pelo organismo ao longo do tempo. O que permanece é o tecido de colágeno produzido pelo próprio corpo no lugar da tela.

 

Toda cirurgia de mama pode usar a GalaFlex?

Não necessariamente. A indicação depende das características individuais de cada paciente — qualidade e espessura da pele, histórico de cirurgias anteriores, tipo de procedimento planejado. A avaliação deve ser feita pelo cirurgião plástico.

 

A GalaFlex aumenta o risco de complicações?

Os dados da literatura científica indicam taxas de complicação muito baixas com o uso da GalaFlex. Em mais de 10 anos de uso nos EUA, o material apresenta excelente perfil de segurança.

 

Qual a diferença entre GalaFlex e tela de colágeno bovino (ADM)?

As ADMs (Matrizes Dérmicas Acelulares) têm origem biológica animal, enquanto a GalaFlex é um polímero sintético absorvível (P4HP). Ambas atuam como andaimes para o tecido, mas com perfis de degradação, custo e disponibilidade diferentes. A escolha entre elas é feita pelo cirurgião conforme o caso. Cirurgiões relatam que a tela GalaFlex apresenta maior sustentação comparado a ADMs, que são usadas mais como tecido de proteção.

 


Por que a tecnologia das telas absorvíveis representa o futuro da cirurgia mamária?

 

A grande evolução que materiais como a GalaFlex trazem para a cirurgia plástica é a possibilidade de reduzir a dependência exclusiva do tecido da paciente para garantir um bom resultado a longo prazo.

Historicamente, o principal desafio das cirurgias de mama sempre foi a variabilidade: pacientes com tecidos mais finos, com estrias ou que passaram por grandes variações de peso tendiam a ter resultados menos duradouros. A tela absorvível corrige essa equação — ela compensa a fragilidade do tecido nativo e oferece uma estrutura adicional, previsível e segura.

Para as pacientes, isso significa menos preocupação com a necessidade de novas cirurgias no futuro e mais confiança na durabilidade do resultado conquistado.

 


Como saber se sou candidata ao sutiã interno com GalaFlex?

A indicação do uso da GalaFlex é feita durante a consulta de avaliação com o cirurgião plástico. Durante esse encontro, são avaliados:

  • A qualidade e a espessura da pele da região mamária
  • O histórico de cirurgias anteriores na mama
  • O tipo de procedimento planejado (redução, levantamento, reconstrução, reoperação)
  • As expectativas e objetivos da paciente

Se você está planejando uma cirurgia de mama e quer entender se o seu caso tem indicação para o uso do sutiã interno com GalaFlex, o melhor caminho é uma consulta detalhada com um cirurgião plástico especializado em cirurgia mamária.

 


Dr. Marco Longo é cirurgião plástico especializado em cirurgia estética corporal e mamária, membro da SBCP, BAPS e ASPS. Atende em São Paulo.

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Aprenda como garantir seios firmes e bonitos por mais tempo

Com o tempo os seios ficam flácidos e perdem o volume. Amamentação, gravidade, idade, variação de peso, muitos fatores são acusados de serem culpados por isso. Mas o que realmente causa essa queda? O que as mulheres podem fazer para manter seus seios resistentes, firmes e bonitos por mais tempo?

Os seios são compostos por glândulas mamárias e gordura e são suspensos por uma infinidade de ligamentos e pela pele das mamas. O quão empinado eles vão ficar depende muito dos seus genes, que regulam a quantidade de gordura, glândulas, fibras colágenas e qualidade da pele das suas mamas.

Quanto a genética, não se pode fazer nada, porém existem várias medidas que vocês podem adotar. Vejam algumas dicas que sempre falo para minhas pacientes. Elas servem tanto para quem colocou próteses de silicone ou fez mamoplastia redutora, quanto para quem nunca operou as mamas.

Gravidade: o inimigo número 1

Nenhuma parte do corpo é mais afetada pela gravidade do que os seios. Desde o momento em que a mama feminina atinge seu ápice de crescimento, no final da adolescência, ela enfrenta uma difícil batalha contra essa força. Um par de seios pode chegar a pesar quase dois quilos e o corpo não possui um suporte natural para mantê-los no lugar por tantos anos.

Você deve usar sutiã o maior tempo possível, inclusive para dormir. O uso do sutiã promove suporte as mamas e evita que seu peso delas tracione a pele, o que no longo prazo faz com que as mamas caiam.

mamas firmes

Mamas caídas podem ter um impacto psicológico importante na mulher. “Uma grande parte da feminilidade da mulher está em seus seios. Por isso, apesar dessa flacidez ser uma mudança prevista, ela pode afetar sua autoestima.

Tente manter seu peso estável

A mama é composta por glândula mamária e gordura. Quando a mulher engorda essa gordura da mama aumenta e estica a pele da mama, efeito semelhante ao que ocorre na amamentação. Quando a mulher emagrece novamente a gordura diminui, mas a pele permanece esticada. Por isso, o efeito “sanfona” causa flacidez. Uma dos melhores hábitos que você pode fazer pelos seus seios é manter um peso corporal constante e condizente com sua altura. Uma dieta saudável também contribui para uma pele mais forte e resistente.

Não se preocupe com a amamentação

Muitas mulheres culpam a amamentação pela flacidez dos seios. Porém, pesquisas mostram que é a expansão e contração das glândulas mamárias causadas pela gravidez, e não a amamentação, que causa a queda. Ou seja, deixar de amamentar não vai interferir no grau de flacidez causada pela gestação.

Um estudo americano entrevistou 132 mulheres procurando por cirurgias para subir ou aumentar os seios. Apenas cerca da metade tinha amamentado uma criança por um período médio de nove meses. Os pesquisadores não encontraram nenhuma diferença no grau de flacidez entre as mulheres que haviam amamentado e as demais. “As mulheres não devem abandonar a ideia de aleitamento materno, especialmente porque os benefícios de saúde para o bebê superam quaisquer possíveis efeitos sobre os seios”.

Cuidado com a exposição solar

Como qualquer outro lugar no corpo, a pele sobre o peito inclui uma rede de fibras de colágeno e elásticas, que garante a firmeza, a elasticidade e a flexibilidade. Com o tempo, essas fibras vão se quebrando e taxa de renovação das células cai. Assim como o rosto, os seios não devem ser muito expostos ao sol, pois os raios ultravioleta quebram o colágeno e a elastina. Use sempre protetor solar.

Dispense o cigarro

O fumo também conduz às rugas e leva à deterioração da pele da mama. Estudo recentes descobriram que o dano causado pelo cigarro sobre o DNA da pele é semelhante ao dano causado pelos raios ultravioletas. O cigarro também afeta a produção do colágeno e elastina. Mesmo que você tenha fumado por anos terá uma importante melhora na pele se deixar o cigarro.

Exercite-se usando um top

Quando o assunto é exercício físico, há questões positivas e negativas. A dose certa pode manter seus seios maiores, pois melhora a irrigação sanguínea. Embora não haja músculo na mama em si, é possível construir os peitorais mais fortes para um efeito de elevação. Os exercícios também contribuem para uma postura correta, o que deixa os seios mais esticados e empinados.

Porém, algumas atividades, especialmente a corrida, podem acelerar a queda devido ao impacto, que faz os seios saltarem e desgasta os ligamentos e as fibras da pele. Por isso, é preciso executá-las com um suporte adequado. Estudos relatam que os seios se movem até 10 cm – para cima e para baixo, de um lado para o outro e para frente e para trás. O top ou sutiã esportivo pode reduzir essas oscilações em até 74%.

Outra opção é trocar a corrida (principalmente na esteira onde o balanço dos seios é maior) por exercícios que impactem menos mas mamas, como bicicleta, natação ou spinning.

Com essas dicas você manterá mais tempo seus seios firmes e empinados. São medidas simples e eficazes que qualquer mulher pode adotar. Boa sorte.

 

Dr. Marco Longo – Cirurgia Plástica 

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