Mastopexia com Prótese em São Paulo: Levantamento das Mamas com Implante de Silicone
A mastopexia com prótese é a cirurgia plástica que, em um único procedimento, corrige a flacidez das mamas (ptose mamária) e coloca o implante de silicone. Ou seja: na mesma cirurgia é retirado o excesso de pele, a mama é reposicionada no tórax e a prótese é inserida para devolver volume e preenchimento ao polo superior. É a indicação clássica para a paciente que tem mama caída ou “murcha” — depois da gestação, da amamentação, de perda de peso ou pelo próprio envelhecimento dos tecidos — e que também deseja aumentar ou repor volume.
Quando a paciente tem apenas falta de volume, sem flacidez, a cirurgia indicada é a mamoplastia de aumento (prótese isolada). Quando há flacidez sem desejo de volume, indica-se a mastopexia sem prótese. A mastopexia com prótese resolve os dois problemas de uma vez.
No consultório do Dr. Marco Longo — cirurgião plástico em São Paulo, CRM-SP 122.172, RQE 58.398, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), Doutor (PhD) pela USP e com fellowships no NYU e no Memorial Sloan-Kettering Cancer Center (Nova York) — essa cirurgia é realizada com técnica própria, a Mastopexia com Prótese “Push-Up”, descrita em detalhe mais adiante nesta página.
Quem tem indicação de mastopexia com prótese?
A mastopexia com prótese costuma ser indicada para pacientes que apresentam:
- Flacidez mamária (ptose) — a mama “desceu” no tórax e o mamilo está na altura ou abaixo do sulco inframamário;
- Perda de volume do polo superior — o decote ficou vazio, com aspecto de mama “murcha” ou esvaziada;
- Alterações após gestação e amamentação — o combinado mais frequente de perda de volume com sobra de pele;
- Flacidez após perda de peso importante, incluindo pós-bariátrica e pós-tratamento com análogos de GLP-1;
- Assimetrias de volume e de posição entre as mamas;
- Pacientes que já têm prótese e desenvolveram queda da mama ao longo do tempo, com necessidade de reposicionamento associado à troca do implante;
- Pseudoptose — situação em que o mamilo está bem posicionado, mas o tecido mamário escorregou para baixo dele.
A indicação, o tipo de técnica e o tamanho do implante nunca são definidos por foto ou por mensagem: dependem da avaliação presencial das medidas mamárias, da qualidade e espessura dos tecidos, do grau de ptose e dos objetivos individuais de cada paciente.
Onde a prótese é colocada? Entenda os planos cirúrgicos
A escolha do plano — onde exatamente o implante é posicionado em relação ao músculo peitoral — é uma das decisões técnicas mais importantes da cirurgia e muda o formato final da mama. Existem dois planos clássicos.
Plano subglandular ou subfascial (prótese à frente do músculo)
Neste plano, a prótese fica entre a glândula mamária e o músculo peitoral — no subglandular, diretamente sob a glândula; no subfascial, sob a fáscia que recobre o músculo, o que acrescenta uma fina camada de cobertura.
Vantagens
- Prótese mais aparente e com formato mais marcado — indicada para quem deseja um polo superior mais cheio e definido;
- Colo mais alto e mais medializado (decote mais preenchido e mais “junto”);
- Ausência de deformidade dinâmica: a prótese não se movimenta quando a paciente contrai o peitoral;
- Recuperação habitualmente mais confortável, por não haver descolamento muscular.
Limitações
- Menor cobertura de tecidos moles sobre o implante, o que pode deixar bordas mais perceptíveis em pacientes muito magras;
- Menor suporte profundo: sem a estrutura do músculo, o peso do implante é sustentado apenas pela pele e pela glândula.
Uma revisão sistemática com metanálise publicada no Aesthetic Surgery Journal comparando os planos subfascial e subglandular mostrou perfis de complicação semelhantes entre eles, com tendência favorável ao plano subfascial em alguns desfechos (Yuan et al., 2024).
Plano submuscular ou dual plane (prótese atrás do músculo)
Aqui a prótese é posicionada atrás do músculo peitoral maior — de forma total ou, mais frequentemente, em dual plane, técnica descrita por Tebbetts em que a porção superior do implante fica sob o músculo e a inferior em contato com a glândula.
Vantagens
- Maior cobertura de tecidos moles sobre o implante, com transições mais suaves;
- Maior sustentação estrutural na porção superior da mama.
Limitações
- Polo superior mais “apagado”: o músculo comprime e achata a parte de cima da prótese, o que reduz o efeito de decote marcado;
- Deformidade dinâmica (animação): ao contrair o peitoral — em exercícios de força, por exemplo — a prótese se movimenta e a mama muda de forma. É uma queixa relevante em pacientes que treinam com frequência;
- Deslocamento do implante ao longo do tempo: o peitoral é um músculo forte e sua contração repetida pode empurrar a prótese para baixo e para o lado (lateralização), afastando as mamas com os anos.
Então, prótese por cima ou por baixo do músculo: qual é melhor?
Não existe um plano universalmente melhor — existe o plano adequado para cada mama. A escolha depende da espessura do tecido no polo superior (medida no exame físico pelo pinch test), do grau de ptose, da qualidade da pele, do volume glandular remanescente, do biotipo e do nível de atividade física da paciente. Há casos em que o plano à frente do músculo entrega claramente o melhor resultado, e casos em que a cobertura muscular é indispensável.
Foi exatamente para não ter que escolher entre as vantagens de um plano e as desvantagens do outro que desenvolvemos a técnica Push-Up.
Técnicas de mastopexia: como ficam as cicatrizes?
A mastopexia exige retirada de pele, e toda retirada de pele deixa cicatriz. A diferença entre as técnicas está em quanto de cicatriz é necessário para atingir um resultado estável.
Técnica clássica em “T invertido” (âncora)
É a técnica tradicional, com três componentes de cicatriz: ao redor da aréola, vertical (da aréola ao sulco) e horizontal ao longo de todo o sulco inframamário. É uma técnica segura, previsível e ainda necessária em casos selecionados — mamas muito volumosas ou com excesso cutâneo extremo, como em grandes perdas de peso. Sua desvantagem é justamente a extensão da cicatriz horizontal.
Técnicas de cicatriz curta (short scar): “L” e “mini-T”
As técnicas short scar redistribuem o excesso de pele de forma diferente, permitindo eliminar ou reduzir drasticamente a cicatriz horizontal. O resultado é uma cicatriz em “L” ou em “mini-T”, muito mais curta e discreta do que a âncora clássica.
São técnicas tecnicamente mais trabalhosas e mais demoradas, porque exigem modelagem interna do tecido mamário em vez de simplesmente ressecar pele. Em compensação, entregam cicatriz menor e uma mama modelada por dentro, não apenas “apertada” por fora.
No nosso serviço, utilizamos sempre a técnica short scar, reservando o T invertido clássico para as situações em que ele é realmente indispensável.
O que é a Mastopexia com Prótese “Push-Up”?
A Mastopexia com Prótese “Push-Up” é a técnica desenvolvida pelo Dr. Marco Longo que combina, na mesma mama, as vantagens do plano à frente do músculo e do plano atrás do músculo — usando o próprio peitoral como um “sutiã muscular” de sustentação interna.
A busca por resultados duradouros e por um colo mamário mais marcado levou ao desenvolvimento de abordagens combinadas na cirurgia plástica das mamas. A Push-Up nasce dessa lógica: em vez de escolher entre um plano e outro, ela usa os dois na mesma mama, cada um onde ele funciona melhor.
O problema que a técnica resolve
Recapitulando o comportamento dos implantes nos planos clássicos:
| Prótese sobre o músculo | Prótese sob o músculo | |
|---|---|---|
| Polo superior / decote | Cheio, alto, medializado | Mais apagado |
| Sustentação profunda | Menor | Maior na porção superior |
| Deformidade dinâmica | Ausente | Presente |
| Risco de descida/lateralização com o tempo | Depende da pele e da glândula | O peitoral empurra a prótese para baixo e para fora |
Ou seja: o plano à frente do músculo entrega o formato desejado, mas sem suporte profundo; o plano atrás do músculo entrega estrutura, mas apaga o decote e, com o tempo, a força muscular trabalha contra o resultado.
Como funciona a Mastopexia Push-Up
A técnica resolve essa equação com uma abordagem híbrida:
- Porção superior — prótese sobre a musculatura. O implante é posicionado à frente do peitoral na parte de cima da mama, garantindo preenchimento, projeção e um colo desenhado e medializado, sem o achatamento causado pelo músculo.
- Porção inferior — o “sutiã muscular”. Na parte de baixo, é confeccionado um retalho em alça muscular a partir do peitoral, que passa por baixo da prótese e funciona como um suporte interno — um verdadeiro sutiã muscular sustentando a base do implante.
- Sustentação ativa. A ação do próprio músculo passa a trabalhar a favor da cirurgia: ao inves de empurrar a prótese para baixo e lateralmente, a alça muscular segura o peso do implante e impede o deslocamento indesejado.
O conceito de utilizar uma alça (sling) de peitoral para sustentar o polo inferior em mastopexia com prótese tem respaldo na literatura cirúrgica internacional — Lonie e colaboradores descreveram, no Aesthetic Plastic Surgery (2024), a técnica de inferolateral pectoralis sling com fundamento semelhante.
Vídeo de referência: Dr. Marco Longo — A Mastopexia com Prótese “PUSH UP”
A prótese de poliuretano: o “efeito velcro” e o sutiã interno
Na técnica Push-Up associamos sempre que possível a prótese de alta adesão — a prótese revestida de poliuretano.
A superfície de poliuretano promove adesão biológica aos tecidos — o chamado “efeito velcro”. Na prática, isso significa que a prótese:
- Cola no músculo, integrando-se à alça muscular construída na cirurgia;
- Cola também no tecido glandular que a recobre, funcionando como um sutiã interno biológico;
- Forma uma cápsula mais firme e aderente, em vez de uma cápsula lisa que permite escorregamento;
- Não roda e não migra de posição.
Estudos de longo prazo com implantes revestidos de poliuretano — incluindo séries com até 30 anos de seguimento (Castel et al., 2015) e trabalhos recentes especificamente sobre mastopexia com prótese de poliuretano em plano pré-peitoral (Mele et al., 2026) — descrevem baixas taxas de contratura capsular e de rotação/deslocamento do implante.
O que a combinação entrega
A soma do sutiã muscular (alça de peitoral) com o sutiã interno (adesão do poliuretano à glândula) produz uma mama estruturada por dois mecanismos independentes. Os benefícios da técnica, na nossa experiência:
- Colo preenchido e medializado — decote com destaque e aspecto natural;
- Estruturação e sustentação estática e dinâmica — a prótese é sustentada em repouso e em movimento;
- Maior durabilidade do resultado — prevenção da queda precoce e do afastamento lateral da prótese ao longo do tempo;
- Prevenção da pseudoptose — complicação típica da prótese submuscular, em que o implante fica bem fixado atrás do músculo, mas a glândula, sendo maior e apoiada sobre uma superfície muscular lisa, escorrega para a frente do músculo, deixando a mama caída e com formato alterado. A adesão do poliuretano à glândula impede esse escorregamento;
- Ausência de deformidade dinâmica relevante — como o corpo da prótese não está sob o músculo íntegro, evita-se o “pulo” da prótese à contração, queixa comum em pacientes que fazem musculação;
- Menor risco de má posição do implante ao longo dos anos.
Nota importante: os benefícios descritos refletem a experiência clínica do serviço e o racional técnico da abordagem, com fundamento na literatura citada ao final desta página. Nenhum resultado em cirurgia plástica pode ser garantido: a resposta individual depende da anatomia, da qualidade dos tecidos e da cicatrização de cada paciente.
Esse é o link para os destaques (Stories) do Instagram do @drmarcolongo com mais informações e casos clínicos:
Instagram com casos de Mastopexia com Prótese (clique aqui).
Como é feita a cirurgia de mastopexia com prótese?
| Item | Informação |
|---|---|
| Anestesia | Anestesia geral associada à anestesia local. Pode ser realizada sob peridural, mas preferimos a anestesia geral por ser mais segura e mais confortável |
| Duração | Em torno de 3 a 4 horas |
| Porte cirúrgico | Pequeno a médio porte |
| Internação | Conforme avaliação individual — habitualmente curta |
| Técnica de pele | Short scar (cicatriz em L ou mini-T) |
| Prótese – individualizado para cada paciente | Revestida de poliuretano (alta adesão), com dimensões definidas por medidas da paciente / Prótese Texturizada |
| Plano – individualizado para cada paciente | Técnica Push-Up (híbrido com alça muscular inferior) / Submuscular ou Dual Plane |
A mastopexia com prótese é considerada uma cirurgia segura, com baixas taxas de complicação quando realizada por cirurgião plástico com título de especialista, em ambiente hospitalar adequado e com avaliação pré-operatória criteriosa. Uma revisão sistemática publicada no Plastic and Reconstructive Surgery analisando a mastopexia com prótese realizada em tempo único (Khavanin et al., 2014) documentou taxas de complicação e de revisão compatíveis com as de outros procedimentos estéticos mamários.
Como é a recuperação da mastopexia com prótese?
A recuperação é rápida e progressiva. Ao contrário do que muitas pacientes imaginam, não há período de imobilidade.
Desde o 1º dia após a cirurgia
- Caminhar — sem qualquer limitação, e inclusive estimulado (a deambulação precoce reduz risco trombótico);
- Mover os braços normalmente com cuidado;
- Atividades leves do dia a dia: mexer no computador, comer sozinha, tomar banho;
- Autonomia para a rotina doméstica básica e trabalhos leves como computador.
A partir de 12-15 dias
- Liberação para academia — exercícios de membros inferiores (perna).
A partir de 15-20 dias
- Liberação para dirigir.
Progressão seguinte
- Retorno gradual a membros superiores, corrida e atividades de impacto conforme avaliação nos retornos ambulatoriais.
Durante toda a recuperação são utilizados sutiã cirúrgico e as orientações específicas de cada caso. Os retornos são feitos em calendário pré-definido, com acompanhamento direto do cirurgião.
A mastopexia com prótese pode ser combinada com outras cirurgias?
Sim — e é uma das cirurgias que melhor se combina com outros procedimentos, desde que a paciente tenha condições clínicas para isso. As associações mais frequentes:
- Mastopexia com prótese + abdominoplastia — combinação clássica do pós-gestação;
- Mastopexia com prótese + Lipoaspiração + abdominoplastia — o conjunto “lipo + abdômen + mama” é o que popularmente se chama de mommy makeover;
- Mamoplastia com prótese + lipoaspiração de alta definição
- Mastopexia com prótese + mini abdominoplastia reversa, em casos selecionados.
A decisão de combinar procedimentos é sempre individual e passa pela avaliação do tempo cirúrgico total, do estado de saúde, das comorbidades e do protocolo de segurança do serviço. Grandes casuísticas de cirurgia estética mamária com procedimentos concomitantes mostram que o risco aumenta ligeiramente com o número e a extensão dos procedimentos associados — motivo pelo qual essa indicação é criteriosa e nunca automática.
Veja nosso protocolo completo em Segurança Cirúrgica.
Segurança em primeiro lugar
Antes de qualquer cirurgia, avaliamos individualmente fatores como idade biológica, comorbidades, risco de trombose, condição nutricional e exames laboratoriais pré-operatórios. Nosso protocolo inclui painel laboratorial completo, estratificação de risco tromboembólico, otimização pré-operatória (incluindo tratamento de anemia quando presente) e escolha do ambiente hospitalar adequado ao porte do procedimento.
Leia mais em Segurança Cirúrgica e em Riscos da cirurgia plástica: o que você precisa saber.
Agende sua avaliação
A mastopexia com prótese é uma cirurgia individualizada: a técnica, o plano, o tipo de cicatriz e o implante são definidos a partir do exame físico e dos objetivos de cada paciente.
Dr. Marco Longo — Cirurgião Plástico CRM-SP 122.172 · RQE 58.398 Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) Doutor (PhD) pela Universidade de São Paulo (USP) Fellowships: NYU e Memorial Sloan-Kettering Cancer Center (Nova York) Revisor do periódico Aesthetic Plastic Surgery 15 anos de experiência em cirurgia plástica.
Alameda Min. Rocha Azevedo, 38 — CJ 1104 — Cerqueira César — Ciragan Office — São Paulo/SP WhatsApp: (11) 99892-5150 dr.marco.longo@gmail.com
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Perguntas frequentes sobre mastopexia com prótese
Qual a diferença entre mastopexia com prótese e mamoplastia de aumento?
Na mamoplastia de aumento coloca-se apenas a prótese, sem retirada de pele — indicada para quem tem falta de volume mas não tem flacidez. Na mastopexia com prótese, além do implante, é retirado o excesso de pele e a mama é reposicionada. Se existe flacidez e a prótese for colocada isoladamente, a mama tende a ficar com aspecto de “mama caída com prótese” — por isso a avaliação do grau de ptose é determinante.
É melhor colocar a prótese por cima ou por baixo do músculo?
Depende. Não existe resposta única. Há casos em que o plano à frente do músculo é claramente melhor, e casos em que a cobertura muscular é necessária. A escolha depende da espessura dos tecidos, do grau de ptose, do volume glandular, do biotipo e do nível de atividade física. Na técnica Push-Up utilizamos uma abordagem híbrida justamente para aproveitar o melhor dos dois planos.
É seguro fazer a mastopexia com prótese associada a outras cirurgias?
Depende da avaliação individual. Os fatores que pesam são: idade e condição clínica da paciente, presença de comorbidades, exames pré-operatórios, tempo cirúrgico total previsto e adequação ao protocolo de segurança do serviço. Em pacientes hígidas, com boa condição de saúde e avaliação pré-operatória completa, a associação é frequentemente possível e segura. Em pacientes com fatores de risco, o procedimento pode ser estagiado. Nosso protocolo de avaliação está detalhado na página de Segurança Cirúrgica.
Quanto tempo dura a cirurgia de mastopexia com prótese?
Em torno de 3 a 4 horas, realizada geralmente sob anestesia geral associada a anestesia local.
Quando posso voltar a dirigir e a treinar?
Dirigir: a partir de 15 a 20 dias. Academia (membros inferiores): a partir de 15 dias. Caminhada e atividades leves estão liberadas desde o primeiro dia. Membros superiores, corrida e impacto são liberados progressivamente, conforme avaliação nos retornos.
A mastopexia com prótese deixa cicatriz?
Sim — toda mastopexia deixa cicatriz, porque é necessário retirar pele. A diferença está na extensão: com as técnicas short scar que utilizamos, a cicatriz fica em “L” ou “mini-T”, consideravelmente menor do que o “T invertido” clássico. A qualidade final da cicatriz depende também da genética e da cicatrização individual de cada paciente, e é acompanhada com protocolo específico no pós-operatório.
Por que vocês usam prótese de poliuretano?
Porque ela tem alta adesão aos tecidos — o chamado “efeito velcro”. Essa adesão faz a prótese integrar-se ao músculo e à glândula, formando um sutiã interno biológico. Na técnica Push-Up isso é fundamental: é o que impede o escorregamento da glândula sobre o implante (pseudoptose) e o deslocamento da prótese ao longo do tempo. A literatura de longo prazo com implantes de poliuretano descreve baixas taxas de contratura capsular e de rotação do implante.
A mama volta a cair depois da mastopexia com prótese?
Toda mama continua sujeita à ação da gravidade, do envelhecimento dos tecidos, de variações importantes de peso e de novas gestações. O objetivo técnico da Push-Up é justamente retardar esse processo, somando a sustentação da alça muscular à adesão do implante de poliuretano à glândula. Estabilidade de peso, uso adequado do sutiã no pós-operatório e acompanhamento regular contribuem para a durabilidade do resultado.
Consigo amamentar depois da mastopexia com prótese?
A técnica preserva o pedículo vascular e ductal da aréola, o que mantém, na maior parte dos casos, a possibilidade de amamentação. Ainda assim, não é possível garantir a capacidade de amamentar — nem em mulheres que nunca operaram. Se há planejamento de gestação a curto prazo, isso deve ser discutido na consulta, porque a gestação altera o resultado da cirurgia.
A prótese atrapalha a mamografia ou o rastreamento de câncer de mama?
O rastreamento continua sendo feito normalmente. É necessário informar ao serviço de imagem a presença do implante, para que sejam realizadas as incidências adequadas (manobras de Eklund). Ultrassonografia e ressonância magnética também permanecem disponíveis. O acompanhamento com o mastologista deve ser mantido no calendário habitual.
Preciso trocar a prótese a cada 10 anos?
Não. Não existe prazo de validade fixo que obrigue a troca. A indicação de troca surge quando há alteração do implante, contratura capsular sintomática, ruptura do implante (obrigatório a troca), mudança do desejo estético ou modificação da mama ao longo do tempo. O acompanhamento periódico com o cirurgião plástico e o exame de imagem é o que orienta essa decisão.
Quando vejo o resultado final?
A mama passa por um processo de acomodação. O edema inicial reduz de forma significativa nas primeiras semanas, o formato se define ao longo dos primeiros meses e as cicatrizes continuam amadurecendo por até 12 a 18 meses. Os retornos programados acompanham essa evolução.
Como é feita a escolha do tamanho da prótese?
Por medidas, não por desejo isolado. São avaliadas a largura da base mamária, a distância entre as mamas, a espessura dos tecidos, a altura do tórax e a elasticidade da pele. A partir disso é definida a faixa de volume compatível com a anatomia, dentro da qual as preferências estéticas da paciente são acomodadas. Escolher uma prótese maior do que a mama comporta é uma das principais causas de complicação tardia.
Referências científicas
- Khavanin N, Jordan SW, Rambachan A, Kim JYS. A systematic review of single-stage augmentation-mastopexy. Plast Reconstr Surg. 2014;134(5):922-931. doi:10.1097/PRS.0000000000000582
- Tebbetts JB. Dual plane breast augmentation: optimizing implant–soft-tissue relationships in a wide range of breast types. Plast Reconstr Surg. 2001;107(5):1255-1272. doi:10.1097/00006534-200104150-00027
- Yuan M, et al. Outcomes in subfascial versus subglandular planes in breast augmentation: a systematic review and meta-analysis. Aesthet Surg J. 2024;44(9):NP639-NP644. doi:10.1093/asj/sjae118
- Lonie S, et al. Inferolateral pectoralis sling technique for augmentation mastopexy. Aesthetic Plast Surg. 2024;48(21):4342-4350. doi:10.1007/s00266-024-03966-7
- Castel N, et al. Polyurethane-coated breast implants revisited: a 30-year follow-up. Arch Plast Surg. 2015;42(2):186-193. doi:10.5999/aps.2015.42.2.186
- Mele CM, Murante A, Auriemma E, et al. Augmentation mastopexy with polyurethane-coated implants in the prepectoral plane: a 24-month follow-up study. Aesthet Surg J Open Forum. 2026;8:ojag118. doi:10.1093/asjof/ojag118
Conteúdo com finalidade informativa e educativa, em conformidade com a Resolução CFM nº 2.336/2023. Não substitui a consulta médica presencial. Resultados variam de acordo com as características individuais de cada paciente e não podem ser garantidos.
Dr. Marco Longo — CRM 122.172 — RQE 58.398
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